Estive a trabalhar durante quatro dias como hospedeira num congresso em Coimbra, e hoje, mais do que nunca, senti-me imensamente inferior. Estava rodeada por médicos e delegados de propaganda médica e embora alguns fossem bastante simpáticos e acessíveis, outros tratavam-me como ser inferior, olhavam-me "de cima" ou não olhavam para mim sequer.
Alguém se sente inferiorizado pelo trabalho que faz? Falta-me "estaleca" e isto é uma questão de hábito ou será que vai passar? Tenho um certo receio de entrar "a sério" no mundo do trabalho depois de terminar o curso, receio de me tornar numa "cabra fria" em consequência da forma como já me trataram.
É isto, fica o meu desabafo.
Estive a trabalhar durante quatro dias como hospedeira num congresso em Coimbra, e hoje, mais do que nunca, senti-me imensamente inferior. Estava rodeada por médicos e delegados de propaganda médica e embora alguns fossem bastante simpáticos e acessíveis, outros tratavam-me como ser inferior, olhavam-me "de cima" ou não olhavam para mim sequer.
Alguém se sente inferiorizado pelo trabalho que faz? Falta-me "estaleca" e isto é uma questão de hábito ou será que vai passar? Tenho um certo receio de entrar "a sério" no mundo do trabalho depois de terminar o curso, receio de me tornar numa "cabra fria" em consequência da forma como já me trataram.
É isto, fica o meu desabafo.
Rita...não te conheço, vou dar a minha opinião.
Acho que passa um pouco pelas duas coisas. Falta "estaleca", mas também não te podes sentir inferiorizada pelo que fazes. A estaleca ganha-se com a experiência, mas também é preciso saber fazer valer o que somos e o que valemos, para que as pessoas nos respeitem. Há pessoas que nunca percebem isso porque se calhar só olham para o seu umbigo, nesses casos pões a tua cara diplomática e siga para bingo.
Mais do que nunca, acho que é importante gostares daquilo que fazes, para que quem beneficie do teu trabalho não seja prejudicado, e fazer com que, de alguma forma, esse feedback positivo seja a recompensa que procuras e também o teu foco de atenção, e não te disperses com rodriguinhos que, no fundo, fazem parte do modo de estar deste povinho.
Também há sempre a opção de "quem está mal, muda-se", mas acho que isso é numa fase mais avançada da carreira...agora importa ganhares competências práticas
Rita...não te conheço, vou dar a minha opinião.
Acho que passa um pouco pelas duas coisas. Falta "estaleca", mas também não te podes sentir inferiorizada pelo que fazes. A estaleca ganha-se com a experiência, mas também é preciso saber fazer valer o que somos e o que valemos, para que as pessoas nos respeitem. Há pessoas que nunca percebem isso porque se calhar só olham para o seu umbigo, nesses casos pões a tua cara diplomática e siga para bingo.
Mais do que nunca, acho que é importante gostares daquilo que fazes, para que quem beneficie do teu trabalho não seja prejudicado, e fazer com que, de alguma forma, esse feedback positivo seja a recompensa que procuras e também o teu foco de atenção, e não te disperses com rodriguinhos que, no fundo, fazem parte do modo de estar deste povinho.
Também há sempre a opção de "quem está mal, muda-se", mas acho que isso é numa fase mais avançada da carreira...agora importa ganhares competências práticas
Eu sou estudante e não faço isto a tempo inteiro mas dá jeito porque ganha-se bem neste tipo de trabalhos. Eu sou uma pessoa sorridente e considero-me genuinamente simpática e custa-me lidar com quem não é ou simplesmente não é comigo.
Eu estava a servir cafés e não é isso que me chateia propriamente, é mais o facto de haver pessoas que nem um "obrigado/a" diziam. O dinheiro não compra tudo mas respeito compra, infelizmente. Eu bem via a forma como as delegadas de propaganda médica tratavam os médicos, como deuses, e a mim que trabalhava no mesmo stand que elas, nem um sorriso me dirigiam.
Isto é uma grande aprendizagem, sem dúvida. Só gostaria que não fosse necessário ter uma profissão "importante" para ser respeitada...
Eu sou estudante e não faço isto a tempo inteiro mas dá jeito porque ganha-se bem neste tipo de trabalhos. Eu sou uma pessoa sorridente e considero-me genuinamente simpática e custa-me lidar com quem não é ou simplesmente não é comigo.
Eu estava a servir cafés e não é isso que me chateia propriamente, é mais o facto de haver pessoas que nem um "obrigado/a" diziam. O dinheiro não compra tudo mas respeito compra, infelizmente. Eu bem via a forma como as delegadas de propaganda médica tratavam os médicos, como deuses, e a mim que trabalhava no mesmo stand que elas, nem um sorriso me dirigiam.
Isto é uma grande aprendizagem, sem dúvida. Só gostaria que não fosse necessário ter uma profissão "importante" para ser respeitada...
Acredita que eu percebo-te perfeitamente, estou na mesma situação que tu e tenho o mesmo problema com os mesmos profissionais.
Só partilhei a abordagem zen que sigo comigo para a coisa não descambar, mas partilho o sentimento é triste, mas as pessoas não respeitam ninguém, ou "respeitam" com base no ordenado, ainda há muita mentalidade para mudar...
Acredita que eu percebo-te perfeitamente, estou na mesma situação que tu e tenho o mesmo problema com os mesmos profissionais.
Só partilhei a abordagem zen que sigo comigo para a coisa não descambar, mas partilho o sentimento é triste, mas as pessoas não respeitam ninguém, ou "respeitam" com base no ordenado, ainda há muita mentalidade para mudar...
Obrigada! Espero mesmo saber lidar melhor com estes problemas com o tempo e habituar-me a ser "inferiorizada". Pode ser que amanhã quando me paguem, esqueça tudo de negativo que se passou.
Pessoas que tentam ter valor perante os outros através do seu estatuto social fazem me rir...
Bem que preferia ficar sozinho que adorarem-me por ser o doutor tal ou engenheiro tal...
Preserva bem os teus valores e principios transmitidos por pessoas que te adoram e não escolhas filosofias baratas dessa gente...
Como é que os médicos são tratados comparados com os restantes licenciados? São os senhores doutores, enquanto que os outros são uns borra-botas. Mesmo que os médicos sejam péssimos profissionais.
Eu acredito que é possível fazer-se um bom trabalho sem que se tenha que ser a "cabra fria" que referiste.Eu tb tive problemas qdo me iniciei no mercado de trabalho. Inclusive fui acusada pejorativamente por um ex patrão de ser "demasiado honesta" mas isso foi o melhor elogio que me podiam ter dado. E á minha maneira tenho-me tentado manter fiel aos meus princípios.
Provavelmente falta-te alguma estaleca profissional e daí estares assim mas, nos dias de hoje, o que relatas é mais que comum. O mal é que mta gente esquece da volatibilidade que existe no mercado de trabalho. Hoje quem está com uma boa posição amanhã pode andar a servir cafés. Não que esteja a depreciar o ofício, antes pelo contrário, mas serve apenas como ponto de comparação.
O que te posso dizer é que te mantenhas fiel a ti própria e aos teus princípios. E não dar tudo por adquirido, que parece ser o que acontece a mta gente a quem lhe sobe a mania à cabeça
Pessoas que tentam ter valor perante os outros através do seu estatuto social fazem me rir...
Bem que preferia ficar sozinho que adorarem-me por ser o doutor tal ou engenheiro tal...
Preserva bem os teus valores e principios transmitidos por pessoas que te adoram e não escolhas filosofias baratas dessa gente...
Bem, o meu único consolo foi pensar "vão-se todos f****". Não quero deixar de ser como sou, um pouco ingénua, alegre e optimista. Quero pensar que há pessoas que valem a pena e que o mundo pode ser um lugar bonito. Basicamente pensar como há 20 anos atrás .
Como é que os médicos são tratados comparados com os restantes licenciados? São os senhores doutores, enquanto que os outros são uns borra-botas. Mesmo que os médicos sejam péssimos profissionais.
Eu acredito que é possível fazer-se um bom trabalho sem que se tenha que ser a "cabra fria" que referiste.Eu tb tive problemas qdo me iniciei no mercado de trabalho. Inclusive fui acusada pejorativamente por um ex patrão de ser "demasiado honesta" mas isso foi o melhor elogio que me podiam ter dado. E á minha maneira tenho-me tentado manter fiel aos meus princípios.
Provavelmente falta-te alguma estaleca profissional e daí estares assim mas, nos dias de hoje, o que relatas é mais que comum. O mal é que mta gente esquece da volatibilidade que existe no mercado de trabalho. Hoje quem está com uma boa posição amanhã pode andar a servir cafés. Não que esteja a depreciar o ofício, antes pelo contrário, mas serve apenas como ponto de comparação.
O que te posso dizer é que te mantenhas fiel a ti própria e aos teus princípios. E não dar tudo por adquirido, que parece ser o que acontece a mta gente a quem lhe sobe a mania à cabeça
Eu percebo que o curso de medicina seja difícil e tal mas daí a serem tratados como deuses...
Eu também espero que sim Lullaby, não quero mudar a forma como sou, pelo menos mudar muito. Demasiado honesta? Bem, há que ter cuidado com a forma como dizemos as coisas mas se toda a gente fosse mais honesta, seria bem melhor.
Ontem a minha colega de trabalho responsável por mim, disse-me que eu estava ali para ser vista e não ouvida (mais ou menos o que se dizia às crianças há 30 anos atrás). Eu gosto de lidar com o público, só não gosto de ser desrespeitada .
Obrigada, acho que tenho é de erguer a cabeça e pensar que melhores dias virão.
Compreendo-te um pouco porque, curiosamente, a minha vida profissional também começou como hospedeira em congressos... mas no meu caso tive logo a sorte de apanhar ministros e secretários de estado. Ainda trabalhei mais de um ano como hospedeira e basicamente cheguei à conclusão que apanhas de tudo. Apanhas pessoas simpatiquíssimas e pessoas que mais valia colocar num contentor e mandar ao mar. Nada daquilo me transformou num "cold hearted bitch". Aliás, essa primeira experiência pouco me mudou em termos pessoais; aprendi, sim, a ser minimamente profissional - chegar a horas, estar bem arranjada, não dizer tudo o que me passa pela cabeça, etc. Só com experiências profissionais posteriores é que mudei a minha maneira de ser - acabou-se a história de dar confiança a toda a gente por achar que todas as pessoas são bem intencionadas e porreiras. Não piso ninguém, não prejudico os outros e recuso-me a vender a minha integridade por um cargo mais alto - mas não dou de avanço.
...
Isto é uma grande aprendizagem, sem dúvida. Só gostaria que não fosse necessário ter uma profissão "importante" para ser respeitada...
Por mais bonito, ou menos, que soe... status é geralmente definido pela profissão e pela "identidade salarial".
No entanto, parece que estás a juntar coisas distintas no mesmo saco.
Essa inferioridade que dizes ter sentido, imagino que se deva à posição submissa de se servir alguém. Penso, no entanto, que facilmente tal é ultrapassado se em vez de se procurar uma atitude bajulante, se revestir numa atitude de seriedade profissional. Basta ver qualquer Bom empregado de mesa, ou profissão paralela.
Ao mesmo tempo, essa "zanga interior" tende a ser optimizante para subversão, mais que social, pessoal; e impulsionar ambição.
Quanto ao respeito.... bem, isso são questões de pura educação e carácter. Faz.me pensar quando ia no outro dia a sair do Colombo. Um idoso a tentar abrir uma das portas e as pessoas a desviarem.se para outras... acabei por ir por aquela e abri.lhe a porta ao que dito idoso nem se digno a agradecer ou olhar.me. *reprimiu uma vontade enorme de lhe passar uma rasteira*
Rita, não tens de te preocupar em estar preparada para a vida profissional ou não, tens é que te mentalizar que haverão dias bom e dias maus, gente que te vai tratar bem e dar-te valor e outras nem por isso.
Rita acho que já foi tudo dito, lembra-te apenas que tens valor, nunca te esqueças disso, mantém-te fiel a ti mesma e não te preocupes com a arrogância dos outros, a isso respondes com um trabalho exemplar, com classe e profissionalismo.
E lembra-te que no trabalho tens de ser profissional, na tua vida pessoal a tua personalidade é quem tu és, as tuas atitudes dependem de quem os outros são.
Compreendo-te um pouco porque, curiosamente, a minha vida profissional também começou como hospedeira em congressos... mas no meu caso tive logo a sorte de apanhar ministros e secretários de estado. Ainda trabalhei mais de um ano como hospedeira e basicamente cheguei à conclusão que apanhas de tudo. Apanhas pessoas simpatiquíssimas e pessoas que mais valia colocar num contentor e mandar ao mar. Nada daquilo me transformou num "cold hearted bitch". Aliás, essa primeira experiência pouco me mudou em termos pessoais; aprendi, sim, a ser minimamente profissional - chegar a horas, estar bem arranjada, não dizer tudo o que me passa pela cabeça, etc. Só com experiências profissionais posteriores é que mudei a minha maneira de ser - acabou-se a história de dar confiança a toda a gente por achar que todas as pessoas são bem intencionadas e porreiras. Não piso ninguém, não prejudico os outros e recuso-me a vender a minha integridade por um cargo mais alto - mas não dou de avanço.
Gostei muito do teu comentário Jane Doe . Obrigada!
Por mais bonito, ou menos, que soe... status é geralmente definido pela profissão e pela "identidade salarial".
No entanto, parece que estás a juntar coisas distintas no mesmo saco.
Essa inferioridade que dizes ter sentido, imagino que se deva à posição submissa de se servir alguém. Penso, no entanto, que facilmente tal é ultrapassado se em vez de se procurar uma atitude bajulante, se revestir numa atitude de seriedade profissional. Basta ver qualquer Bom empregado de mesa, ou profissão paralela.
Ao mesmo tempo, essa "zanga interior" tende a ser optimizante para subversão, mais que social, pessoal; e impulsionar ambição.
Quanto ao respeito.... bem, isso são questões de pura educação e carácter. Faz.me pensar quando ia no outro dia a sair do Colombo. Um idoso a tentar abrir uma das portas e as pessoas a desviarem.se para outras... acabei por ir por aquela e abri.lhe a porta ao que dito idoso nem se digno a agradecer ou olhar.me. *reprimiu uma vontade enorme de lhe passar uma rasteira*
O que eu quis dizer é que não se deveria julgar as tanto as pessoas pela profissão que elas exercem. Claro que quem ocupa cargos importantes, deverá ter o seu mérito mas sem desvalorizar os restantes trabalhadores.
Sim, servir as pessoas já de si não é particularmente agradável, servir pessoas mal-educadas é terrível mesmo.
Tens razão, acho que só tive mais desejo ainda de acabar o curso e ser bem sucedida.
Ah ah ah, tive de me rir com essa da rasteira. Também já me aconteceu isso .
Eu estava a servir cafés e não é isso que me chateia propriamente, é mais o facto de haver pessoas que nem um "obrigado/a" diziam. O dinheiro não compra tudo mas respeito compra, infelizmente. Eu bem via a forma como as delegadas de propaganda médica tratavam os médicos, como deuses, e a mim que trabalhava no mesmo stand que elas, nem um sorriso me dirigiam.
Isto é uma grande aprendizagem, sem dúvida. Só gostaria que não fosse necessário ter uma profissão "importante" para ser respeitada...
Às vezes és respeitada, mesmo que num trabalho... "menor". Lembro-me de uma vez ter sido hospedeira numa série de workshops que envolvia emissários da União Europeia. Basicamente, o meu trabalho era estar em pé, a um canto da sala, sempre pronta a ir buscar alguma coisa (uma água, um café) se fosse necessário. Lembro-me de ter estado a manhã toda em pé, a olhar para eles na conversa (claro que não percebi nem metade, cada um falava a sua língua menos os gregos, havia interpretes em todas as salas) e a doer-me os pés, mas pronto, era paga para isso.
Quando cheguei depois de almoço, chego ao meu canto e encontro uma cadeira... a senhora que estava à frente da workshop daquela sala vira-se para mim e diz: "Reparámos que está sempre em pé e como calculamos que deve ser cansativo, pedimos uma cadeira para si."
Rita acho que já foi tudo dito, lembra-te apenas que tens valor, nunca te esqueças disso, mantém-te fiel a ti mesma e não te preocupes com a arrogância dos outros, a isso respondes com um trabalho exemplar, com classe e profissionalismo. E lembra-te que no trabalho tens de ser profissional, na tua vida pessoal a tua personalidade é quem tu és, as tuas atitudes dependem de quem os outros são.
Obrigada SideEffect, tenho de me lembrar disso . Venha o próximo congresso.
Às vezes és respeitada, mesmo que num trabalho... "menor". Lembro-me de uma vez ter sido hospedeira numa série de workshops que envolvia emissários da União Europeia. Basicamente, o meu trabalho era estar em pé, a um canto da sala, sempre pronta a ir buscar alguma coisa (uma água, um café) se fosse necessário. Lembro-me de ter estado a manhã toda em pé, a olhar para eles na conversa (claro que não percebi nem metade, cada um falava a sua língua menos os gregos, havia interpretes em todas as salas) e a doer-me os pés, mas pronto, era paga para isso.
Quando cheguei depois de almoço, chego ao meu canto e encontro uma cadeira... a senhora que estava à frente da workshop daquela sala vira-se para mim e diz: "Reparámos que está sempre em pé e como calculamos que deve ser cansativo, pedimos uma cadeira para si."
Daí te dizer... apanhas de tudo.
Oh, que querida .
Ontem uma médica com idade para ser minha avó, chegou ao pé de mim, agarrou-me no pulso e disse-me que eu era uma querida, muito simpática e agradeceu os cafés que lhe servi nos 4 dias do congresso. Eu é que por norma dou mais importância às atitudes negativas do que às positivas.
A única coisa que aprendi com aquilo todo foi que os secretários de estado/ministros (e respectivos assessores) portugueses são mil vezes mais cagões do que os estrangeiros. Várias vezes tive de lidar com eles e os estrangeiros (principalmente os irlandeses) eram incrivelmente simpáticos e educados. No ano em que fui hospedeira, Portugal estava à frente da União Europeia e por isso houve vários congressos e workshops com emissários da UE.
Não penses na parte negativa. Nem vale a pena. Acredita que há quem dê valor ao nosso trabalho e siga.
Jane Doe, santos da casa não fazem milagres, esse tipo de comportamentos reflecte-se em todas as vertentes da nossa sociedade, as pessoas de fora tratam-nos sempre melhor do que os nossos compatriotas...
Rita não ligues a isso.
há de tudo em todo o lado. num trabalho que tive na restauração era eu a acabar de levantar um tabuleiro e já 5 ou 6 clientes saíam sem ao menos deixar a mesa limpa para os seguintes.
além da dona fazer queixa por eu ter seguido a política de higiene
Eu já passei por isso,de certa forma,embora os Suíços sejam dotados de uma educaçao,que raras excepçoes,nao lhes permite esse tipo de "deselegancia"!
O que mais me chocou,e fugindo um pouco ao tema,foi o seguinte:
À uns anos,vim cá de férias,ora nao dizia uma palavra de frances,certo dia,eu e a minha irma fomos a uma loja de bijuteria,eu porque graças a deus oiço bem,ouvi as empregadas entre sim falarem Portugues,e o seu nome era efectivamente BEM portugues,tipo Maria Rosa.
Uma vez que tinha uma dúvida relativamente a um artigo,falei-lhe em Portugues,e ela com ar de snob falou-me sempre em Frances,eu disse que nao compreendia frances, e ela NAO me falou em Portugues!!! filha da mae...enfim,sai de lá com as lágrimas nos olhos,porque é efectivamente uma situaçao super inferiorizante.
A partir daí,acho que ganhei uma estaleca para situaçoes do genero.
A tecnica é olhar sempre para cima,com confiança.A partir do momento que o trabalho que fazes é digno,só te deves orgulhar dele.
Jane Doe, Sussmayr e LIC: muito obrigada pelos vossos comentários . É bom poder desabafar e receber palavras de apoio, mesmo não me conhecendo.
Quanto a ti Marilyn, primeiro que tudo, obrigada pelo "Ritinha", adoro .
A sério que te fizeram isso? É impressionante! Pessoas que provavelmente passaram por certas dificuldades em termos linguísticos quando emigraram, não foram capazes de ajudar outra portuguesa. Agiram como se sempre tivessem falado francês, pff.
Dizem que "o que não nos mata, torna-nos mais fortes", tal como isso aconteceu contigo, espero que de futuro aconteça comigo também.
Vou tentar não me sentir inferiorizada da próxima vez que passar pela mesma situação. Afinal, é como dizes "A partir do momento que o trabalho que fazes é digno,só te deves orgulhar dele". Obrigada!
Jane Doe, Sussmayr e LIC: muito obrigada pelos vossos comentários . É bom poder desabafar e receber palavras de apoio, mesmo não me conhecendo.
Quanto a ti Marilyn, primeiro que tudo, obrigada pelo "Ritinha", adoro .
A sério que te fizeram isso? É impressionante! Pessoas que provavelmente passaram por certas dificuldades em termos linguísticos quando emigraram, não foram capazes de ajudar outra portuguesa. Agiram como se sempre tivessem falado francês, pff.
Dizem que "o que não nos mata, torna-nos mais fortes", tal como isso aconteceu contigo, espero que de futuro aconteça comigo também.
Vou tentar não me sentir inferiorizada da próxima vez que passar pela mesma situação. Afinal, é como dizes "A partir do momento que o trabalho que fazes é digno,só te deves orgulhar dele". Obrigada!
Eu percebo a situação pela qual passas-te... Pessoalmente já me encontrei nas duas situações, dado á área em que trabalho e aos trabablhos que fiz no verão. D entre várias experiencias, uma delas foi a que mais me marcou. EU sempre fui uma pessoa muito sociável, autodidata e desenrascada o que sempre me foi util. Acerca de 1 ano trabalhei num banco, onde me encontrava a fazer um estágio profissional na minha área. Enquanto estava no banco atendia clientes (uns mais simpaticos que outros, mas é normal visto tratar-se sempre de bens monetários) e tratavam-me sempre por doutor e como se fosse superior a eles, coisa que tentava reverter e explicar que todos somos iguais. Perante este cenário, e tendo em conta que nenhum dos meus colegas incluindo o gerente, possúi qualquer grau de estudos superior, cada vez que algum cliente me encontrava na rua ainda de fato cumprimentava me sempre com muito respeito. Nessa altura tinha um 2º emprego como barman num bar, da primeira vez que um cliente me viu lá de tshirt e calções olhou-me logo de lado e quando o voltei a encontra-lo no Banco dirigiusse a mim como um ser menor do que o tinha atendido anteriormente... Muitas vezes o estatuto e o respeito que temos são derivados ás profissões que realizamos, o que é completamente estupido e absurdo.
A verdade é que quando nos vimos num cenário de elevados estatutos a nossa atitude tende a mudar perante as reacçoes dos outros o que nunca devia acontecer...
Um conselho, se queres que alguem te trate com respeito e igualdade, mostra rigidez e sinceridade. Sê directa e assertiva, e mostra que por muito alto que quem está á tua frente, possa ser, tu és do mesmo tamanho que ela.
Não sei que curso estás a tirar, mas seja qual for e trabalhes com quem trabablhares, faz o teu trabalho com paixão sentirás que deste tudo o que podias, pois nesta vida, não podemos estar á espera do reconhecimento do outro, apenas temos de contar com o nosso reconhecimento.
Não sei que curso estás a tirar, mas seja qual for e trabalhes com quem trabablhares, faz o teu trabalho com paixão sentirás que deste tudo o que podias, pois nesta vida, não podemos estar á espera do reconhecimento do outro, apenas temos de contar com o nosso reconhecimento.
Sem dúvida, temos de nos concentrar é no nosso trabalho e na forma como esse trabalho nos ajudará no futuro - porque nos faz ganhar algum dinheiro, porque faz com que ganhemos experiência profissional, etc. Sempre vi os meus trabalhos como uma forma de "subir para o próximo" - se o fizer bem, vou subindo, sem ter medo de mudar de um emprego para outro. Temos de pensar que estamos a trabalhar para nós, para construirmos um futuro, ainda que isso não seja fácil actualmente.
Em relação ao que foi escrito anteriormente... nunca mais me esqueço de uma conversa que tive com uma colega de trabalho. Na altura eu era recepcionista e a rapariguinha em questão era delegada comercial. Ela adorava falar do tempo dela na faculdade, de como as cadeiras eram difíceis, os professores eram exigentes, blah blah. E eu lá ia dizendo "sim... pois..." até ao dia em que ela estava a falar de uma cadeira qualquer que era "super-hiper-mega difícil" (acho que era literatura alemã) e eu lhe disse que realmente não era fácil (também tinha feito essa cadeira na minha faculdade). Bem... quando ela descobriu que eu afinal tinha um curso superior (devia achar que as recepcionistas não têm direito a terem um curso), o discurso dela mudou completamente e a postura dela para comigo ainda mais (e pior ainda quando descobriu - mais tarde - que ela tinha tirado o curso numa universidade privada e eu numa pública). Enfim...
Olá... Já trabalhei nalguns sitios, 4 em toda a minha vida, para ser mais específico... Nos primeiros três posso-te dizer que tentaram (tentaram porque só nos pisam se nós quisermos) pisar-me imensas vezes... Já trabalhei como segurança nas urgências de um hospital (é horrível, temos que levar com tudo das pessoas, até ameaças de pessoas que trabalham na nossa empresa), já trabalhei como empregado de bar (também levamos com o pior das pessoas, e ainda por cima bêbados, a tentarem tratar-nos abaixo de cão) e ainda como empregado num bar de praia (bar de ricos, que te tratam como se fosses criado deles). Gostei de todos os trabalhos, contribuíram para o que me tornei... Acima de tudo, não deixar que nos pisem, não faltando ao respeito nem armando confusões...
Onde estive quase quase a passar-me da cabeça foi nas urgências do hospital, um vigilante da empresa mas que trabalhava noutro sitio e ia ao hospital acompanhar a namorada nas urgências lixou-me tanto a cabeça por eu não lhe ter deixado entrar que me ameaçou que "esperava por mim lá fora" e eu só lhe disse "Saio as 20:00". Ele ficou a olhar para mim feito parvo e desistiu de entrar por aquela porta...
Hoje em dia, dou-me com uma das duas profissões que acho mais importantes num País e tenho tido sorte, porque as pessoas com quem tenho trabalhado são espectaculares... As mais azedas passam-me ao lado!
Eu percebo a situação pela qual passas-te... Pessoalmente já me encontrei nas duas situações, dado á área em que trabalho e aos trabablhos que fiz no verão. D entre várias experiencias, uma delas foi a que mais me marcou. EU sempre fui uma pessoa muito sociável, autodidata e desenrascada o que sempre me foi util. Acerca de 1 ano trabalhei num banco, onde me encontrava a fazer um estágio profissional na minha área. Enquanto estava no banco atendia clientes (uns mais simpaticos que outros, mas é normal visto tratar-se sempre de bens monetários) e tratavam-me sempre por doutor e como se fosse superior a eles, coisa que tentava reverter e explicar que todos somos iguais. Perante este cenário, e tendo em conta que nenhum dos meus colegas incluindo o gerente, possúi qualquer grau de estudos superior, cada vez que algum cliente me encontrava na rua ainda de fato cumprimentava me sempre com muito respeito. Nessa altura tinha um 2º emprego como barman num bar, da primeira vez que um cliente me viu lá de tshirt e calções olhou-me logo de lado e quando o voltei a encontra-lo no Banco dirigiusse a mim como um ser menor do que o tinha atendido anteriormente... Muitas vezes o estatuto e o respeito que temos são derivados ás profissões que realizamos, o que é completamente estupido e absurdo.
A verdade é que quando nos vimos num cenário de elevados estatutos a nossa atitude tende a mudar perante as reacçoes dos outros o que nunca devia acontecer... Um conselho, se queres que alguem te trate com respeito e igualdade, mostra rigidez e sinceridade. Sê directa e assertiva, e mostra que por muito alto que quem está á tua frente, possa ser, tu és do mesmo tamanho que ela.
Não sei que curso estás a tirar, mas seja qual for e trabalhes com quem trabablhares, faz o teu trabalho com paixão sentirás que deste tudo o que podias, pois nesta vida, não podemos estar á espera do reconhecimento do outro, apenas temos de contar com o nosso reconhecimento.
O que aconteceu contigo foi mesmo flagrante, é incrível como se tratam as pessoas de forma diferente consoante o meio onde estas estão inseridas.
Estou a tirar um curso na área da Comunicação. Eu estive a trabalhar no congresso porque uma pessoa que eu entrevistei para um trabalho, gostei de mim, da minha "postura e atitude" e convidou-me para trabalhar.
À uns anos,vim cá de férias,
Uma vez que tinha uma dúvida relativamente a um artigo,falei-lhe em Portugues,e ela com ar de snob falou-me sempre em Frances,eu disse que nao compreendia frances, e ela NAO me falou em Portugues!!! filha da mae...enfim,sai de lá com as lágrimas nos olhos,porque é efectivamente uma situaçao super inferiorizante.
Eu tinha chamado o superior hierárquico e apresentado reclamação. Acho inconcebível o que te fizeram.
Também já assisti a uma cena degradante, tipica de um país de terceiro mundo que é o nosso.
Estava em Lisboa numa daquelas lojas que vendem pedras semi-preciosas. Várias pessoas chegaram, começara a ver os brincos, colares, etc e chegou um senhor vestido com fato macaco sujo de tinta. Pois a petulante da empregada (rapariga nova)olhava de lado para o homem e só dava atenção aos outros. No final, as bem postas não compraram nada (em regra só estão lá para ver) e o senhor reclamou atenção, pediu ajuda na compra de uma jóia e pagou bem caro por ela, em notas.
Eu, enjoada a assistir aquilo tudo, sempre a olhar com ar de recriminação para a empregada. Não vale a pena...as pessoas não se enxergam...
Quanto à Rita, deve fazer-se respeitar para ser respeitada e valorizada. O ultrapassar conflitos vai-se aprendendo com a experiência.
Estou a tirar um curso na área da Comunicação. Eu estive a trabalhar no congresso porque uma pessoa que eu entrevistei para um trabalho, gostei de mim, da minha "postura e atitude" e convidou-me para trabalhar.
Um conselho, em termos profisionais, tenta tirar uma especialização ou um curso intensivo em Marketing, é uma mais valia para ti e ajuda imenso na tua área. Quanto á parte profissional, sendo tu da área da comunicação, vais sofrer muito, pois vais apanahar sempre do melhor e do pior, mas como todos disseram, com a experiência adaptas-te
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