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Quando a moeda morre, a moral e a decência morrem juntas
Segundo o The New York Times, a atual crise de escassez e racionamento enfrentada pela Venezuela é causada pela queda no preço do petróleo. A verdade, no entanto, é que a furiosa hiperinflação que assola o país desde 2013 já havia esvaziado as prateleiras dos supermercados de Caracas bem antes de o preço do petróleo ter caído à metade.
Atualmente, com uma moeda inconversível e que ninguém quer portar, com uma inflação de preços estimada em 194% ao ano, e com rígidos controles de preços, toda a distribuição de alimentos na Venezuela foi colocada sob supervisão militar.
Segundo a matéria de capa do Times, a venezuelana Mary Noriega, assistente de laboratório, tem de ficar na fila junto a 1.500 outros venezuelanos para conseguir comprar comida "enquanto soldados armados pedem as carteiras de identidade para se certificarem de que ninguém está comprando itens básicos mais de uma vez na mesma semana". A senhora Noriega está tendo de fazer escambo com seus vizinhos para conseguir colocar comida na mesa.
Quando a moeda morre
Em um épico miniconto de Thomas Mann intitulado "Disorder and Early Sorrow" (Desordem e Dor Precoce), no qual ele descreve como era a vida na República de Weimar, na Alemanha, então sob uma das maiores hiperinflações da história, a dona de casa, Frau Cornelius, fazia algo similar ao que os venezuelanos fazem hoje para colocar comida na mesa:
O chão está continuamente vacilando sob seus pés, e tudo parece estar de cabeça para baixo. Ela só pensa na sua tarefa mais crucial do dia: os ovos, eles têm de ser comprados hoje, e agora. Cada ovo está custando seis mil marcos, e há uma quantia racionada que só pode ser adquirida neste dia da semana na mercearia que fica a quinze minutos de sua casa.
Fazendo uma análise econômica dessa história de Mann, este artigo mostra como uma intervenção governamental na economia imediatamente leva a outras intervenções. Tendo gerado escassez no mercado com suas políticas inflacionárias, as autoridades alemãs criaram novas regulações para tentar corrigir a irracionalidade que eles próprios haviam criado. O roteiro é sempre o mesmo, em todos os países: o governo cria intervenções que geram consequências inesperadas, e decide então recorrer a intervenções ainda mais violentas para "sanar" as consequências não previstas das intervenções anteriores.
Não é difícil de entender por que os alemães de hoje são tão avessos a qualquer tipo de política monetária que tenha semelhanças com uma política hiperinflacionária. A revista britânica The Economist disse jocosamente que os alemães sofrem de "fobia" em relação à hiperinflação.
É claro. Quando um alemão se lembra de como a taxa de câmbio do marco pulou de 4,2 marcos por dólar em 1914 para 4,2 trilhões de marcos por dólar em novembro de 1923; quando ele se lembra que, em meados de 1922, um pão custava 428 milhões de marcos; e que, em novembro de 1923, um ovo custava 500 bilhões de marcos, as memórias obviamente não podem ser boas.
[Nota do IMB: a hiperinflação vivenciada pelo Brasil no período 1980-1994 foi atenuada pelo fato de que, além do mecanismo da correção monetária (uma invenção brasileira), a classe média e a classe alta tinham acesso ao sistema bancário e utilizavam suas aplicações (como as aplicações no overnight) para se proteger da hiperinflação. Essas duas coisas não existiam na Alemanha da década de 1920. Houve muita escassez e racionamento no Brasil, mas não houve uma completa chacina da classe média, como houve na Alemanha].
No conto de Mann, com toda essa destruição monetária como pano de fundo, as pessoas tiveram de aprender na marra a como lidar com isso.
Nenhuma família podia comprar mais de cinco ovos por semana. Sendo assim, as pessoas de uma mesma família entravam nas mercearias sozinhas, uma após a outra, utilizando nomes falsos. Desse modo, elas conseguiam vinte ovos para a família Cornelius.
Em um assustador caso de vida imitando a arte que imitou a vida, o povo venezuelano está hoje enfrentando os mesmos obstáculos para comprar detergente, óleo vegetal e farinha (todos estes itens sujeitos a um rígido racionamento do governo). Segundo a reportagem do Times:
Todas as compras feitas pelos venezuelanos são computadas em um sistema de dados para garantir que cada consumidor não tente comprar os mesmos produtos racionados em um período menor do que sete dias.
Soldados patrulham as filas fora dos supermercados, policiais da guarda bolivariana ficam dentro dos supermercados, e funcionários públicos conferem as carteiras de identidade à procura de falsificações que poderiam ser utilizadas para driblar o sistema de racionamento. Procuram também por imigrantes com visto expirado. Um funcionário público da imigração grita alertando que transgressores serão presos.
Em Caracas, o governo não será facilmente enganado. Embora racionamento, escassez e longas filas já fossem uma rotina na Venezuela, a queda no preço do petróleo intensificou o processo. Segundo o Times:O governo enviou tropas para patrulhar as enormes filas que se estendem por várias quadras. Alguns estados proibiram as pessoas de esperaram fora dos supermercados ao longo das madrugadas, e funcionários do governo estão de prontidão perto das portas de entrada e saída, prontos para prender qualquer um que tenta driblar o sistema de racionamento.
O sistema de saúde sofreu um profundo baque. O suprimento de remédios está simplesmente acabando. Salas de cirurgia estão fechadas há meses, não obstante centenas de pacientes estejam na fila de espera para cirurgias. Em uma clínica privada, um cirurgião conseguiu manter a sala de cirurgias funcionando porque conseguiu contrabandear dos EUA, sem que o governo venezuelano soubesse, remédios essenciais.
Thomas Mann relatou quão rapidamente o dinheiro perdia valor na República de Weimar:
Antes de os filhos chegarem, Frau Cornelius tem de pegar sua cesta de compras, sua bicicleta e ir correndo à cidade para tentar trocar seu dinheiro por qualquer quantidade de bens possível. Caso não faça isso, o dinheiro que está em sua mão irá simplesmente perder todo o seu poder de compra ao longo do dia, e não lhe permitirá adquirir nada no dia seguinte. O The New York Times tem um fotógrafo em Caracas, e essa foto vale por mil palavras:

As coisas irão piorar bastante porque é o petróleo o que mantém a Venezuela funcionando", disse Luis Castro, enfermeiro de 42 anos de idade, enquanto esperava na fila de um supermercado com centenas de outros venezuelanos. "Já estamos nos acostumando a enfrentar filas diariamente", disse ele, "e quando você se acostuma com algo, se contenta com qualquer migalha que lhe é oferecida".
Ao passo que a maioria das pessoas são arruinadas pela hiperinflação, há algumas que fazem fortunas. Em seus slides, o Times mostra um especulador com a mão lotada de dinheiro em Caracas vendendo, no mercado negro, sabonete, manteiga e óleo de cozinha.
Em seu livro The Downfall of Money:Germany's Hyperinflation and the Destruction of the Middle Class, Frederick Taylor escreve que "pessoas com renda média e sem nenhum acesso a produtos agrícolas ou a moeda estrangeira foram forçadas a aprender a caçar e a ficar em filas por comida — tanto porque sua renda frequentemente não era o suficiente para comprar o que queriam em um determinado dia, como também porque havia, à medida que a hiperinflação se intensificava, uma genuína escassez de comida."
Já os agricultores simplesmente não queriam trocar seus alimentos por inúteis pedaços de papel que não tinham nenhum valor. "Naquilo que rapidamente estava regredindo para voltar a ser uma economia baseada no escambo, os mais espertos, para não dizer desonestos, chegavam rapidamente ao topo da cadeia darwiniana", escreveu Taylor. "Nas áreas rurais, os médicos exigiam dos fazendeiros que os procurassem pagamento em comida".
Os trabalhadores começaram a ser pagos diariamente, e os homens, tão logo recebessem seus salários, iam correndo com suas mulheres comprar qualquer coisa que conseguissem. Após comprar os itens essenciais, eles corriam até um banco para comprar qualquer moeda forte que ainda restasse. O número de bancos aumentou substantivamente para lidar com esse novo negócio. Em 1921, 67 novos bancos foram abertos. Em 1922, mais 92. E mais 401 surgiram em 1923-24. O número de funcionários de banco quadruplicou nesse período. O Deutsche Bank tinha 15 filiais em 1923. De anos depois, já eram 242.
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Não foi a pujança da atividade econômica que criou a necessidade desses novos bancos. "Os bancos estavam sobrecarregados de ordens para comprar e vender ações e moedas estrangeiras. E os cidadãos comuns, em número cada vez maior, se tornavam especuladores da bolsa".
"O colapso da moeda e o colapso da moralidade se tornaram idênticos", escreve Taylor. Não eram apenas as prostitutas que vendiam seus corpos. "As recém-desprovidas filhas da classe média educada (em alguns casos, filhos também), que agora estavam no mercado do sexo pago, estavam inteiramente disponíveis a qualquer preço — preferivelmente em troca de cigarros, metais preciosos ou moeda forte em vez de marcos de papel."
Com a inflação tendo destruído toda a poupança da classe média, as moças jovens simplesmente não tinham nenhum dote a ser oferecido a pretensos futuros maridos. "Quando a moeda perde totalmente seu valor", escreveu uma mulher, "ela destrói todo o sistema burguês baseado no matrimônio, de modo que destrói também toda a ideia de se manter casta até o casamento".
Taylor cita uma história relatada pelo escritor russo Ilya Ehrenburg sobre uma noite que ele passou com alguns amigos em Berlim. Segundo Ilya, eles terminaram a noite visitando uma família alemã em um "apartamento burguês perfeitamente respeitável". Foi-lhes oferecido limonada com um pouco de álcool e
Então as duas filhas que estavam na casa entraram na sala, totalmente nuas, e começaram a dançar. A mãe olhava esperançosa para as visitas estrangeiras: talvez suas filhas fossem do agrado das visitas, e talvez as visitas pagassem bem — em dólares, obviamente. "E é isso o que chamamos de vida", suspirou a mãe. "Na verdade, é pura e simplesmente o fim do mundo". Tendo conhecimento de algumas dessas histórias, e olhando a corrupção moral a que foi submetida a Alemanha, não é de todo incompreensível entender fenômenos como a ascensão de Hitler.
E também não é incompreensível por que os alemães de hoje não são muito tolerantes com seus vizinhos europeus que defendem políticas inflacionárias.
Países como a Venezuela e, em menor grau, Rússia e Argentina, estão em caminhos perigosos no que tange às suas moedas. Eles deveriam ler um pouco da história da Alemanha.
Douglas French é o diretor do Ludwig von Mises Institute do Canadá. Já foi o presidente do Mises Institute americano, editor sênior do Laissez Faire Club, e autor do livro Early Speculative Bubbles & Increases in the Money Supply. Doutorou-se em economia na Universidade de Las Vegas sob a orientação de Murray Rothbard e tendo Hans-Hermann Hoppe em sua banca de avaliação.
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Porque persistimos nisto dos blogs

Eugene Delacroix, Página do caderno de apontamentos de Marrocos, 1832
Explica Delacroix: Todos estes dias que não são anotados, são como dias que nunca foram.
in: Xilre: Porque persistimos nisto dos blogs
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A luz fantástica destes dias convida à fotografia, mas o frio encarrega-se de moderar os nossos intentos...
Enquanto fotografava a paisagem, e os ossos das mãos me começavam a doer com o frio, reparo num simpático gato que ao longe me observa.
Bom motivo para testar o poderoso zoom da minha compacta.
Entretanto reparo num pequeno avião de passageiros, que rente à copa das árvores, faz uma manobra inusitada exibindo as duas asas na vertical.
Que estranho... Inversão de marcha a baixa altitude?
Tive de reduzir o zoom para o enquadrar.
O frio aperta..., vou para o carro..., ao lado, uma trintona gira espera o autocarro.
Cumprimentei-a e disse-lhe que não se podia andar por ali com aquele frio.
Diz-me ela "Não sabia que este bairro é muito frio? E no sábado vão estar 3º negativos na cidade!"
Entrei no carro e fui-me embora pensando se não devia ter oferecido boleia...
Sempre apanhava menos frio.
Só por isso.
Virei o azimute para oeste e dirigi-me para a Serra onde fiz umas fotos formidáveis da capital mas tiradas de dentro do carro que o vento era fortíiiiiiiiiissimo...
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Networks Reveal the Connections of Disease
Enormous databases of medical records have begun to reveal the hidden biological missteps that make us sick.
Stefan Thurner is a physicist, not a biologist. But not long ago, the Austrian national health insurance clearinghouse asked Thurner and his colleagues at the Medical University of Vienna to examine some data for them. The data, it turned out, were the anonymized medical claims records — every diagnosis made, every treatment given — of most of the nation, which numbers some 8 million people.
The question was whether the same standard of care could continue if, as had recently happened in Greece, a third of the funding evaporated. But Thurner thought there were other, deeper questions that the data could answer as well.
In a recent paper in the New Journal of Physics, Thurner and his colleagues Peter Klimek and Anna Chmiel started by looking at the prevalence of 1,055 diseases in the overall population. They ran statistical analyses to uncover the risk of having two diseases together, identifying pairs of diseases for which the percentage of people who had both was higher than would be expected if the diseases were uncorrelated — in other words, a patient who had one disease was more likely than the average person to have the other.
They applied statistical corrections to reduce the risk of drawing false connections between very rare and very common diseases, as any errors in diagnosis will get magnified in such an analysis. Finally, the team displayed their results as a network in which the diseases are nodes that connect to one another when they tend to occur together.
The style of analysis has uncovered some unexpected links. In another paper, published on the scientific preprint site arxiv.org, Thurner’s team confirmed a controversial connection between diabetes and Parkinson’s disease, as well as unique patterns in the timing of when diabetics develop high blood pressure. The paper in the New Journal of Physics generated additional connections that they hope to investigate further.
Eventually, Thurner and a growing number of other researchers hope to use these disease networks to generate hypotheses about how diseases operate at the molecular level. “Is this disease caused by a gene?” Thurner said. “Is it caused by a defect in the metabolic network? Is it due to environmental things that affect certain genes? Things like this. This is the aim.”
The work is being driven by the realization that diseases, as defined in medicine, sound like tidy, distinct entities, but are messier in reality. Diseases tend to be defined by their symptoms.
But the molecular roots of a disease may have biological effects that go far beyond our current understanding. Certain diseases tend to follow others or have high rates of comorbidity, and though it isn’t clear why, it may be because they arise from related biological flaws.
“The idea is, connections at the cellular level get amplified at the population level, and they emerge as comorbidity,” said Albert-László Barabási, a physicist at Northeastern University who has published severallandmark papers in this area, including a 2009 articlein PlOS Computational Biology that helped inspire Thurner, as well as a 2011 review of the field in Nature Reviews Genetics. Using a disease network, a researcher might suggest that biologists look for new disease genes shared between diseases one and two, for instance, where there seems to be a strong connection.
Biologists typically look for genetic connections by using genome-wide association studies, which statistically associate genetic markers with disease. But at Harvard Medical School, another research team is attempting to find the same connections by mapping networks of a very different kind: the molecular networks at work in a cell.
Networks of Life
The inside of a cell seethes with activity, as tiny molecules, enormous proteins and strands of DNA wash around each other going about their business. Each actor’s business is some set of other actors — a protein, for instance, might snip pieces off of other proteins, ferry molecules around, or jump-start the manufacturing of DNA. It takes its cues from other actors, which can make it work faster or more slowly or send it off to distant regions where it’s needed.
The functioning of the cell can take on a very different character if even a single member of this molecular social network starts to behave oddly. Before long, the effects ripple outward from the initial flaw, causing problems — disease — on the level of the organism. A disease is in some sense just an expression of the underlying dynamics of this social structure. Thurner hopes his disease networks can eventually help uncover some of these flaws.
And it’s here at the sub-microscopic end of things that Joseph Loscalzo, a professor at Harvard Medical School and a long-time collaborator of Barabási’s, is mapping his own network. He and his team start by gleaning data from numerous databases on which proteins interact with each other and how. Then, using a computer model, they sketch out the social network within an average cell, connecting individual genes and proteins to one another if they happen to interact. Loscalzo’s team has built a diagram with 13,460 protein nodes and 141,296 links. (These interactions probably account for only about 20 to 25 percent of the total, Loscalzo says, but it’s a start.) Then they isolate just the nodes that have been statistically linked to a given disease. They call this set of nodes the disease module.
 Olena Shmahalo/Quanta Magazine; source: Albert-László Barabási A human disease network maps out connections between diseases — if patients who have one disease tend to also have another, the two disease nodes are connected.
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One disease module they’ve studied is for pulmonary hypertension — high blood pressure in the lungs, which can cause heart failure. They looked at all the molecular pathways that genome-wide association studies suggested were involved. They then studied which pathways grow more active in animal models and in pulmonary hypertension patients under stress.
Their disease module revealed that two proteins previously linked to some forms of the disease were part of the same molecular pathway and that they work together to cause errors in cell proliferation, which may be linked to the symptoms of the disease. The researchers published their findings in the journal Pulmonary Circulation.
Another module looks at Type 2 diabetes. Researchers have linked diabetes to about 200 spots on the genome through genome-wide association studies. “The first 18 or so of those are highly significant, but the last 182 or so are just at the margin,” Loscalzo said. But in the disease module, it was clear that some of those 182 genes were highly connected hubs in the social network, a state of affairs that a genome-wide association study alone is not equipped to reveal. “We’ve explored three of those [genes] now, and they highlight pathways that had been peripherally believed to be associated with diabetes but never demonstrated in any careful way,” he said.
Combining Loscalzo’s molecular networks with Thurner and Barabási’s disease networks would help to create a bridge between correlation and mechanism. If comorbid diseases share overlapping molecular networks, researchers could use the networks to understand the biochemical mechanisms behind them. These two kinds of networks, very different in how they are built, are united only by the idea that data can reveal connections that otherwise would pass unnoticed. But together these networks have the potential to open new doors in the study of disease.
“Once you draw a network, you are drawing hypotheses on a piece of paper,” Thurner said. “You are saying, ‘Wow, look, I didn’t know these two things were related. Why could they be? Or is it just that our statistical threshold did not kick it out?’” In network analysis, you first validate your analysis by checking that it recreates connections that people have already identified in whatever system you are studying. After that, Thurner said, “the ones that did not exist before, those are new hypotheses. Then the work really starts.”
It is worth remembering that both techniques are still relatively new. Loscalzo can reel off ways that his results could be flawed — the sprawling incompleteness of the data on protein-protein interactions is a major concern, but so are the methods used to gather the data, which are the best currently possible but far from perfect. And Thurner and his students are still gathering collaborators in biology who can test their hypotheses. After they published their first results from the database a couple of years ago, Thurner said wryly, “we thought we would have a hundred people sitting in our office,” looking to collaborate. So far, the response has been more of a trickle.
“It’s not uncontroversial,” said Andrey Rzhetsky, a professor of genetics at the University of Chicago with a background in mathematical biology who has published on comorbidity networks. “Some people feel very strongly about big data sets — almost to the point of fanatic refusal to accept results from large-scale analysis.” The argument, he explains, is that there are unknown biases in large data sets. In the case of databases like Thurner’s, these biases stem from the different ways doctors enter information into medical records, the way ethnicity is accounted for, and so on. Rzhetsky acknowledges the danger of biases but believes they do not eliminate the usefulness of the data, provided researchers are careful with their interpretations. “I do think it’s the direction for the future, but it’s far from a solved problem,” he said. He was intrigued by the article in the New Journal of Physics. “The model is extremely simple, but the direction is great,” he wrote in an email.
Loscalzo is aware of his colleagues’ scrutiny. “When I give talks about network medicine,” he said, “I’ve gotten three kinds of responses. At one end of the spectrum are generally young people … who say this is a great idea, I hadn’t thought about this before. … At the other end of the spectrum I have people my age or older who say: ‘What are you talking about? I’m a member of the National Academy and that’s all based on reductionist biology, I’m not going to change my strategy.’ Then in the middle you’ve got this broad swath of people who have a healthy skepticism and who want there to be some sort of proof that these notions can give us new insights. And that’s what we’ve been working on.”
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Na cidade de Lisboa,
Quem é rico passa bem,
Assim é na minha terra,
E noutra terra também.
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A liberdade é a consciência da necessidade! (MARX)
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Ainda hoje não comi,
Coisa que o Senhor criasse;
Mas já vi o meu amor,
Fiquei como se jantasse
CANTAR O TRABALHO E CANTAR TRABALHANDO XII
As quadras que a seguir se transcrevem, referem a situação dos trabalhadores no tempo do Estado Novo.
Algumas, de forma divertida, outras clamando contra as duras condições de vida dos trabalhadores, referem a situação dramática dos que, nesse tempo de grande miséria, viviam sujeitos à apertada vigilância dos maiorais e manajeiros e sob a permanente ameaça de despedimento pelos patrões, o que significaria a perda do magro e raro salário que ganhavam, a mourejar de sol a sol, no trabalho do campo.
Algumas são também clara manifestação de revolta contra as injustiças e as profundas desigualdades sociais:
Adeus ó Zé Abanão,
Moiral do Chico Corado,
És chefe da inquisição,[1]
Está o povo desgraçado.
Ó meu amor diz-me lá,
Para quê trabalho eu?
Trabalho, mato o meu corpo,
Não tenho nada de meu.[2]
É triste nesta labuta,
Não haver contemplação;
O trabalho é do operário,
Os lucros são do patrão.
Para o rico andar gozando,
É o pobre quem trabalha;
O suor do pobre é doce,
A paga do rico amarga.
No campo da divina luz,
Onde tudo se consome;
Há quem come e não produz,
Há quem produz e não come.
Pedi a Deus que me desse,
Uma vida d’alegria;
Deus então me respondeu,
Trabalha, semeia e cria.
O meu vizinho barbeiro,
Passa a vida alegre à porta;
Eu trabalho noite e dia,
Não passo da cepa torta.[3]
Homem rico é mandrião,
Faz figura de espantalho;
O pobre sempre a sofrer,
E às vezes nem tem trabalho.
Nasci pobre, pobre sou,
Fortuna não me conhece;
Mas enfim, é sorte minha,
Quem mais faz menos merece.[4]
Ó rico tira o chapéu,
Vai um enterro a passar;
É o corpo d’um operário,
Que morreu a trabalhar.
Ó que triste o meu penar,
Ó que triste o meu viver;
Trabalho de sol a sol,
E nem tenho o que comer.
Anda o pobre escravizado,
Toda a vida a trabalhar;
Sem ter direito à reforma,
Quando não puder ganhar.
Se o rico comprara a vida,
Ai do pobre, o que seria;
O rico seria eterno,
Só o pobre é que morria.
Na cidade de Lisboa,
Quem é rico passa bem,
Assim é na minha terra,
E noutra terra também.[5]
Já o sol se vai escondendo,
Vai baixando a escuridão;
É alegria p’ra nós,
Tristeza para o patrão.
Sendo tu rico e eu pobre,
Sem mim não podes passar;
Enquanto eu tiver valor,
P’ra ti hei-de trabalhar.
Quem vive do seu trabalho,
Nada vale com certeza;
O rico nada valendo,
Já pode mostrar grandeza.
Desprezas-me por eu ser pobre,
A pobreza Deus amou;
Não me trocava contigo,
Assim pobre como sou.[6]
Ainda hoje não comi,
Coisa que o Senhor criasse;
Mas já vi o meu amor,
Fiquei como se jantasse.[7]
[1] Repare-se na conotação da palavra inquisição (repressão, opressão, perseguição), numa terra em que, como Campo Maior, devido à política de D. João II de acolher os judeus expulsos de Espanha nas terras de fronteira em Portugal, conheceu a tenebrosa acção do Tribunal do Santo Ofício, nos séculos XVII e XVIII.
[2] Publicada em A Sentinella da Fronteira, nº 135, Elvas, 16 de Julho de 1882, com diferença do 1º verso: Ó minha mãe dos trabalhos,.
[3] Idem, nº 145, Elvas, 20 de Agosto de 1882.
[4] Idem, nº 137, Elvas, 23 de Julho de 1882.
[5]Idem, nº 427, Elvas, 4 de Maio de 1886.
[6] Idem, nº 139, Elvas, 30 de Julho de 1882, com algumas diferenças.
[7] Idem, nº 433, Elvas, 14 de Junho de 1882.
tags: cantar as saias
in: CANTAR O TRABALHO E CANTAR TRABALHANDO XII - AlémCaia
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The privilege of a lifetime is to become who you truly are. - C. G. Jung
I am eternally grateful to the women before me who fought for my rights.
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Open Hypergamy
As I wrote in Controlling Interests, the secrecy previously necessary for hypergamy and women’s pluralistic sexual strategy is rapidly being replaced with not just a new, overt, social openness about it, but a flaunting, triumphalism about how men are expected to embrace this new openness about it.
These would be the boys / men who would be taught to “naturally” defer to the authority of women under the auspices of a desire to be an equal partner.
These are the men raised privately and created socially to be ready for women, “when it comes time to settle down, and find someone who wants an equal partner.”
These would be the men ready to expect and accept a woman’s proactive cuckoldry of him in the name of being a pro-feminine equal.
These are the men raised to accept an open form of hypergamy in place of the selling to an old-order Beta provisioning model. As in this Red Robin commercial, it’s gotten to the point now that the Feminine Imperative is comfortable in ridiculing men for not already being aware of the Alpha Fucks / Beta Bucks dynamic of hypergamy, as well as ridiculing them for going along with it anyway.
The expectation that men should already know this dynamic and be ready to accept it, and commit himself to it, engenders genuine shock when a man deviates from that script. As we found with the story of the Spreadsheet Guy a couple weeks ago, the anger female commenters expressed over his logging his wife’s excuses for turning him down sexually was not due to his actions, but rather what those actions represented for the greater whole of men.
Women’s indignation over this was rooted in a Beta man not already being aware of the role he was expected to play. The new order fem-groupthinkpresumes that any guy who follows the old order socio-sexual contract should already know he’s been cast as a dutiful, providing Beta — he follows the prepared script for the guy who responsibly proves he’s a ‘better man’ for having forgiven her sexual indiscretions with prior Alpha’s and accepting the role of being relegated to being her emotional supporter and hand-holder. And all of this after she’s had her “self-discovery” and know who “she really is.”
Genies and Bottles
This expectation of men being preconditioned to follow a feminine-primary social order is not just limited to women’s expectations. We’ve progressed to the point that blue pill men are becoming vocal advocates for this same acceptance of open hypergamy.
Under the dubious pretense of concern for the general lack of gallant, chivalry and Beta Bucks-side provisioning women are entitled to – in spite of women’s embrace of open hypergamy – these watered down ‘purple pill’ “Dating Coaches” suffer from the same shock and indignation that a woman, somewhere, might not be given her life’s due of having a dutiful Beta awaiting to fulfill the provisioning side of her sexual strategy when her SMV begins to decay in earnest.
In a feminine centric social order, even men must be strong advocates for open hypergamy, and essentially their own proactive cuckoldry. That a woman may be better prepared than most Beta men to provide for her own security is never an afterthought – their sales pitch is the same old-order lie that women will reciprocate intimately for a man’s good nature and virtuous respect for the feminine if he’ll only accept open hypergamy.
But Spreadsheet Guy went off the reservation, “how dare he keep track of his wife’s sexual frequency!” The general anger is rooted in his ‘not getting‘ the social convention that sex (for consummate Beta providers) “tapers off after marriage”, but if he would just Man Up and fall back into his supportive, pre-established role, and learn to be a better, more attentive ‘man’ for his wife, she would (logically) reciprocate with more sex.
For what it’s worth, the men women want to fuck wouldn’t keep track of sexual frequency because the dread of missing out on a sexual opportunity with a desirable Alpha is usually enough to ensure frequency. Alpha Men wouldn’t complain about sexual frequency, they simply move on to a new woman. Beta’s complain about sexual frequency because they are expected to know and accept (now via open hypergamy) that they will never get the type of sex their women had with the Alphas before them, but are led to believe they would get (and better) if they commit to a woman’s provisioning.
Nobody marries their ‘best sex ever':According to a recent study by iVillage, less than half of wedded women married the person who was the best sex of their lives (52 percent say that was an ex.) In fact, 66 percent would rather read a book, watch a movie or take a nap than sleep with a spouse.
Amanda Chatel, a 33-year-old writer from the East Village, says, “With the men I’ve loved, the sex has been good, sometimes great, but never ‘best.’ It’s resulted in many orgasms and was fun but, comparatively speaking, it didn’t have that intensity that comes with the ‘best’ sex.
“I knew [my best sex partner] was temporary, and so the great sex was the best because the sex was the relationship,” she adds. “We didn’t have to invest in anything else.”
As you can see here, the incremental problem that advocates of the ‘Man Up and accept your duty to open hypergamy’ meme will find is that reconciling the old-order social contract they need to balance hypergamy will become increasingly more difficult as example after example like this become more evident and more commonplace.
These ‘Dating Coaches’ are hocking advice from the perspective of an old-order social contract for men, in order to reconcile the well earned, well deserved consequences women are now suffering as a result of a new-order, feminine-primary social contract that has embraced unrestrained hypergamy.
Getting the Best of Her
Another link had been making the rounds in the manosphere a few weeks ago, and at the risk of just adding my own voice to the chorus I thought I’d dissect it a bit. You can have a read of the original “advice column” here, but I think the quotes will pretty much tell the story. Emphasis my own:
Dear Carolyn:
After multiple relationships not working out because both parties were dishonest in one way or another, I decided to use a new approach to my current relationship. I am 23, met my current boyfriend (also 23) online, and decided to be COMPLETELY HONEST.
This was meant to mostly cover my feelings, as I tended to hold things in unhealthily, but I let it fold over to all aspects, including the disclosure of my sexual history. I have now learned this was a mistake.
Not to make any Beta leaning guy even more depressed, but I read this and couldn’t help but see how the Sheryl Sandberg ‘open hypergamy’ model is only going to aggravate more and more unplugged / red pill aware Betas.
Think about how disenfranchised that dutiful Beta is going to be when he is flat out told to his face by a woman, he was conditioned to believe would appreciate his unique old order appeal, that he’ll never be getting the ‘sexual best’ he believed his wife would have waiting for him in marriage. It’s one thing to read article after article detailing the triumphant aspects of a new open hypergamy, and it’s one thing to see it blatantly used in commercial advertising, but it’s quite another to experience it firsthand, viscerally, in your face.
Besides the fact that she’s had multiple “relationships” at age 23, I find it interesting that she’s recognized this ‘openness’ as a mistake. Not a mistake with regards to her own choices, but rather a mistake in feeling comfortable enough to lay bear her sexual strategy for a guy who should expects should already be “accepting of who she is.”
Compare the open hypergamy model with the guy from Saving the Best:
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Senior Member
I am so fucking lucky. I got married to a whore, that f*cks like a prude.
In feminine-primary society men are constantly and publicly demonized as the ‘manipulator’. The default is to assume men are the one’s to watch out for. Men are the sex with the most dishonest nature with the most to gain sexually by playing games to trick women into believing they’re something they’re not in order to fuck them and leave them.
This presumptions is really a generalized social convention that builds a foundation for more specific social conventions women need in order to exercise feminine-primary control with men and culture on whole. It’s actually a rudimentary convention that’s easy to accept for women since feminine hypergamy has evolved a subconscious ‘vetting’ mechanism into most women’s psyches.
While it’s giggly and entertaining for women to categorize men into Cads and Dads, the irony of their doing so is that this only highlights women’s life-long patterns of deception and the manipulation efforts necessary to effecting their own dualistic sexual strategy.
That sexual selection ‘firmware’, the one which predisposes women on a limbic level to evaluating mating options of short term breeding opportunities (Alpha Fucks) with parental investment opportunities (Beta Bucks), is the same mechanism that made women the more deceptive sex when it comes to sexual strategies. The problem now is that this hypergamous deceptiveness is being replaced with ‘complete honesty’ from a macro-societal level down to an interpersonal one.
And ironically, it will be the most stubborn of blue pill Beta men, advocating for a return to an old-order social contract destroyed by the very women they hope will respond to it, who will be the last to finally accept and respond to the new-order of open hypergamy.
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Senior Member

Que aventura...
Meti-me ao caminho, ou melhor, à caminhada, confiante que apenas o frio me acompanharia, tal era o aspecto do céu que na parte visível do meu "hemisfério" sul permitia supor...
Nada mais enganador.
Antes de chegar ao cume já se notava a chegada de nuvens negras como breu vindas de norte.
Pior.
Começou a chover, uma chuva tão fria e batida pela nortada. Felizmente pude recolher-me numa casa em ruínas.
Quando a chuva reduziu de intensidade lá vim abrigado pelas arvores e reparei num deslumbrante arco-iris que termimava no meu bairro.
Não dizem que na ponta do arco iris está um pote de ouro?
Joguei no euromilhões.
Será algum sinal?
A esta hora já sei...
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Senior Member
Poema: O José
O JOSÉ
" O José era um politico
Com um nariz engraçado
Que por ordem d’um Juiz
Acabou engavetado
O José tinha um amigo
A quem correu bem a vida
Comprava-lhe apartamentos
Livros, carros e comida.
Vivia modestamente
Com os frutos do seu labor
Vestia discretamente:
Prada, Chanel e D’ior
Quis fazer um aeroporto
Em terras da fundação
Do seu amigo Soares:
O que o foi ver á prisão
A gerir o orçamento
Teve o máximo cuidado:
O aeroporto de Beja
É o mais movimentado
Fez escolas em Portugal,
Até deu computadores,
Era pois fundamental
Avaliar professores
Fez estradas, túneis e pontes,
Só faltou o TGV,
Criou amigos aos montes
À conta das PPP
E em todos os concursos,
Coincidência feliz:
Nada sobrava p’ros ursos,
Só MotaEngil e a do Liz
Convocou uma cimeira
Para unir todos os povos,
E mostrar a todo o mundo
Que temos amigos novos
Grandes líderes mundiais
Todos vieram aqui:
Apoios incondicionais,
Do Chavez e do Kadafii
Comprou milhões de vacinas
Foi um líder prevenido
Arranjaram-lhe um emprego;
Agora foi despedido.
Seguindo desta maneira
E se não mudar a sorte,
Vai para a Cova da Beira
Ou consultor, no Freeport.
Contrariou com lisura
Tudo o que p’aí se diz
Da sua Licenciatura,
E foi estudar para Paris
Regressou pois doutorado
Como um cidadão comum
E foi logo convidado
Para ir à RTP 1.
Foi comentador escolhido
Pela sua eloquência
Agora foi despedido:
Subiu logo a audiência.
De ruim e vil maneira
O juiz, esse vilão:
Mandou prendê-lo, o Teixeira,
Saindo do avião
Mas a saga continua
Por cá toda a gente aposta
Que o José só vem p’ra rua
Quando elegerem o Costa
No fim achamos por bem
E em nome da decência:
José faz lembrar alguém?…
- É pura coincidência! "
Autor: Um amigo, que por ser funcionário público em Portimão e não querendo ser perseguido prefere manter o anonimato.
in O Confessionário de Portimão: Poema: O José
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Que paisagens...
Lá vou eu armado em fotografo...
Setúbal 1949 – Um Curtiss Helldiver a picar sobre o Rio Sado.
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INTELLIGENCE ARTIFICIELLE
10 MILLIONS DE DOLLARS À QUI AURA LA TÊTE DE TERMINATOR !

Il faut éviter à tout prix que les robots et les systèmes d’intelligence artificielle prennent le pouvoir. A tout prix ? Non. A 10 millions de dollars !
C’est le montant qu’Elon Musk, multi-milliardaire et personnalité du monde des technologies de pointe et des projets fous, déboursera à partir de ce lundi pour financer la recherche scientifique contre l’intelligence artificielle.
Ou plutôt contre le risque d’un scénario à la Terminator. Cela fait suite à des mois de déclarations publiques et d’articles dans les grands quotidiens sur ce risque (lire ce post), portées par les voix de Musk, mais aussi de Stephen Hawking et d’autres dont le prix Nobel de physique Frank Wilczek.Maintenant l’heure est à l’assaut réel contre « SkyNet » (la firme à l’origine de la révolte des IA dans le film Terminator) !
Musk, qui est par ailleurs le cofondateur de PayPal (service on-line de paiement d’achats), de Tesla Motors, (voitures électriques autonomes) et de SpaceX (entreprise astronomique en contrat avec la Station spatiale internationale), a décidé de financer la recherche en « AI-friendly » (IA amicale) viale Future of Life Institute, dont il fait partie avec Hawking et d’autres. L’IA amicale se centre sur le concept d’éthique, à savoir : comment donner aux entités autonomes, robots ou programmes, des principes opérationnels éthiques, à l’image des célèbres lois inventées par l’écrivain et physicien Isaac Asimov dans sa saga Le grand livre des robots :
1- Un robot ne peut porter atteinte à un être humain ni, en restant passif, permettre qu’un être humain soit exposé au danger ;
2- Un robot doit obéir aux ordres que lui donne un être humain, sauf si de tels ordres entrent en conflit avec la première loi ;
3- Un robot doit protéger son existence tant que cette protection n’entre pas en conflit avec la première ou la seconde loi.
TERMINATOR EST ENCORE DU DOMAINE DE LA FICTION
Partant du principe qu’une entité IA exécute des programmes écrits en langage logique et n’a pas conscience de ses actes, ni du mal qu’il pourrait faire à un humain, l’idée des spécialistes est de trouver un langage de programmation dans lequel on puisse exprimer des commandes comme :
“tu dois” (obligation), “tu ne dois pas” (interdiction), “tu peux” (permission). Celles-ci doivent côtoyer dans un programme les règles classiques de type : « si [tu reçois cette information] alors [tu fais cette action] » mais avec un plus grand niveau de priorité. Un tel langage permettrait d’exprimer dans un programme un principe comme « quelle que soit la tâche commandée, si tu vois un humain, tu ne dois pas t’approcher à plus de 1 m », quitte au robot de calculer une nouvelle solution pour accomplir sa tâche en respectant l’interdiction.
Mais le problème posé par l’éthique « automatique » est plus complexe : ce sont souvent les situations contradictoires qui nécessitent un choix éthique (lire Robot : tu ne tueras point !). Par exemple : je dois respecter la limitation de vitesse de 90 km/h pour la sécurité de mes passagers humains, mais je vois dans le rétro un poids-lourd qui nous fonce dessus à 120 km/h (cas de figure étudié dans la perspective de l’automatisation de la conduite). Une situation contradictoire qui oppose la règle de limitation de vitesse à celle de la sauvegarde du véhicule et ses passagers, non gérable par les langages de programmation classiques.
D’où la recherche de nouveaux langages plus souples pouvant choisir de déroger ponctuellement à certaines règles (limitation de vitesse) au profit d’autres (accélérer).
METTRE LE DÉBAT SUR LA PLACE PUBLIQUE POUR ANTICIPER LE RISQUE D’UN REJET MASSIF DE L’IA
Doter les IA d’une fonctionnalité éthique contrôlant les autres modules logiques de leur cerveau électronique, voilà le genre de recherche que vise la donation d’Elon Musk. Néanmoins, ses déclarations surpassent nettement ce cadre : avec Hawking et les autres donneurs d’alerte, il est question du risque très hollywoodien d’une réelle prise de conscience des IA et de leur volonté de détruire l’humanité. Pourquoi une telle exagération alors que rien dans les technologies IA ne s’approche d’une conscience, même de très très loin ?
Selon le magazine Forbes, Musk, qui investit massivement dans le domaine de l’IA, entend mettre en débat public ce fantasme de l’humanité afin d’y apporter une solution (par la recherche) avant que l’opinion publique ne se mette à rejeter l’IA massivement, ce qui briderait fortement son développement. Finalement, ce n’est pas une mauvaise idée…
Román Ikonicoff
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Senior Member
Uma teoria simples sobre a corrupção
Por que há essa percepção generalizada de que políticos são corruptos? Qual exatamente é o arranjo que gera incentivos para que eles sejam corruptos? Existe realmente uma maneira de ser diferente?O intuito aqui é estabelecer uma teoria muito simples sobre a corrupção.
O poder do estado — e, por conseguinte, o poder daqueles que detêm cargos de poder dentro da máquina estatal — é o poder de pilhar, usurpar e dar ordens. Quem detém o poder estatal detém a capacidade de se locupletar. A capacidade de se locupletar estando dentro da máquina estatal é a definição precípua de corrupção. A corrupção sistemática necessariamente acompanha um governo. Ela está presente na história de absolutamente todos os governos. Varia apenas a intensidade e o grau de exposição e de denúncia pela mídia.
A teoria por trás destas conexões é simples.
Em primeiro lugar, o governo detém o monopólio da criação de leis. E o monopólio da criação de leis gera oportunidades para se roubar legalmente. Roubar legalmente significa aprovar uma lei ou regulamentação que favoreça um determinado grupo à custa de todo o resto da economia, principalmente os pagadores de impostos.
Em segundo lugar, o governo, munido do dinheiro que coleta de impostos, detém o monopólio da escolha das empresas que farão as obras públicas que o governo julga adequadas. Esse processo de escolha, que dá à empresa vencedor acesso livre ao dinheiro da população — algo que não ocorre no livre mercado — é outra forma de roubo legalizado.
Grupos de interesse — por exemplo, grandes empresas, empreiteiras ou empresários com boas ligações políticas — ansiosos por adquirir vantagens que não conseguem obter no livre mercado irão procurar determinados políticos e fazer lobby para "convencê-los" a aprovar uma determinada legislação que lhes seja benéfica, ou para pressionar que sua empresa (ou empreiteira) seja a escolhida para uma obra pública.
A legislação pode ser desde a imposição de tarifas de importação até a criação de agências reguladoras que irão cartelizar o mercado e impedir a entrada de novos concorrentes. Pode também ser uma mera emenda orçamentária que irá beneficiar alguma empreiteira que será agraciada com a concessão de alguma obra pública.
Mas há um problema: se esses legisladores não cobrarem um preço pelo seu voto favorável — isto é, se o custo para se fazer lobby for zero —, então a demanda por legislações específicas será infinita. Igualmente, se os políticos no comando de estatais não cobrarem um preço das empreiteiras escolhidas para fazer as obras públicas, a demanda por obras públicas da parte das empreiteiras também será infinita.
Sendo assim, os legisladores terão de cobrar caro pelo seu voto com o intuito de estabelecer parâmetros para os espertalhões que estão brigando pelo seu voto favorável; e os políticos no comando de estatais terão de cobrar um preço alto para fraudar o processo de licitação em prol de uma determinada empreiteira.
Para ambos os casos, o preço inclui contribuições de campanha, dinheiro em contas no exterior, favores corporativos, publicidade favorável, e vários outros. Suborno e propina são apenas as formas mais cruas desse leilão.
[Nota do IMB: no atual escândalo da Petrobras, o dinheiro saía do caixa da estatal, pagava obras superfaturadas e, o que restava, voltava para o bolso dos políticos que estavam no comando da empresa na forma de propina paga por empreiteiros. O esquema foi detalhado neste artigo].
Em todos esses casos, o dinheiro público estará sendo desviado e desperdiçado, seja em obras superfaturadas, seja na criação de burocracias desnecessárias e que irão apenas encarecer os preços dos bens e serviços e reduzir sua qualidade. E quanto maior o volume de dinheiro público desviado, maior é a fatia que acaba indo parar no bolso desses próprios políticos.
O fato é que o voto destes políticos em prol da criação destas legislações anti-mercado ou destas emendas orçamentárias, bem como o fato de políticos comandarem estatais e escolherem as empreiteiras que farão suas obras, são um bem econômico para essas empresas.
O resultado final é uma corrupção endêmica que não pode ser eliminada. E ela será tanto maior quanto maior for o tamanho e o escopo do estado. Não existe algo como um governo limpo e transparente.
Senadores, deputados e burocratas reguladores — todos estão, de uma forma ou de outra, propensos a esta atitude. Mesmo um político ou burocrata que seja genuinamente honesto pode ser acusado de conivência, pois não irá denunciar seus colegas.
Roubo e corrupção perpassam o governo em todas as suas atitudes e medidas. Todas as atitudes e medidas do governo sempre envolvem mentiras, injustiças, malversações, delitos, propinas, subornos, favorecimentos, fraudes, deturpações, negociatas, emendas favoráveis e exploração. E essas são apenas as coisas publicáveis.
A corrupção, aliás, já começa pela linguagem. "Contribuições de campanha" ou "doações" são apenas um eufemismo para 'propina'. Quem dá dinheiro a políticos o faz ou porque acredita no que eles dizem defender ou porque espera influenciar seus votos legislativos. Tais pessoas sempre esperam ganhar algo que necessariamente virá à custa de outros. Políticos que recebem contribuições de campanha se tornam meros porta-vozes dos interesses de seus financiadores. O dinheiro irá ajudar o candidato a criar uma coalizão que poderá usar o poder do estado em benefício de um determinado grupo de interesse sem sofrer nenhuma resistência excessiva. Afinal, trata-se de um roubo legalizado.
A grande arte da política está em conseguir, simultaneamente, aplausos dos favorecidos e apoio dos que estão sendo roubados.
O político gerencia um esquema de extorsão semelhante ao da máfia. Seu salário é pago pelas vítimas, ou seja, pelos pagadores de impostos que não têm voz ativa. Seus "complementos salariais" — o chamado "por fora" — são pagos por grupos de interesse, o que fará com que ele espolie ainda mais os pagadores de impostos. Tudo é feito com grande astúcia, sendo a função do político convencer as vítimas de que elas não estão sendo espoliadas. Isso ele sempre consegue. O político é, acima de tudo, um falso.
Corrupção sistemática — não apenas a corrupção que envolve meios financeiros, mas também a corrupção da linguagem e das atitudes — necessariamente acompanha um governo. Qualquer governo. E a corrupção é endêmica porque a política é a arte da ladroagem.
Quando eleito, um político irá se esforçar para garantir seus interesses e os interesses de seus financiadores da melhor forma possível. Para que mais serve um governo? Governo é roubo. Governo é corrupção.
Nota do IMB: O artigo acima foi ligeiramente modificado para se adaptar à realidade brasileira, que é mais criativa que a do resto do mundo.
Hans F. Sennholz (1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos. Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou. Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997. Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.
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"Manuel de Lucena.

Sempre considerei o Manuel um dos homens mais inteligentes, perspicazes e cultos que conheci. Aprendi mais com ele do que com a maior parte dos meus colegas, portugueses ou estrangeiros. Há dias, reli a Autobiografia de G. K.Chesterton. Foi então que notei algumas semelhanças entre este católico inglês e o Manuel. Não falo da mais óbvia, a excentricidade, mas de uma outra, a distracção. Eis apenas um exemplo do que poderia ter acontecido ao Manuel.
G. K. Chesterton decidira proferir uma conferência algures no norte de Inglaterra. A meio da viagem notou que se esquecera do local onde era suposto ir, pelo que, na primeira estação, saiu, a fim de mandar à mulher o seguinte telegrama: «Estou em Market Harborough. Onde deveria estar?» O seu espírito era ocupado por coisas por ele tidas como mais importantes do que prazos, datas e compromissos.
Ainda há pouco, tendo combinado almoçar com ele, pediu-me para lhe ligar meia hora antes, não fosse esquecer-se do encontro. Assim fiz. O telefone tocou, tocou, tocou, mas ninguém atendeu. No dia seguinte, explicou-me que tinha perdido «o telefone fixo». Pensei que estava a brincar. Em parte, a culpa era minha, uma vez que julgava que este tipo de telefones estava ligado à parede por um fio. Acabámos por não almoçar: eu adoeci e ele perdeu o meu número de telefone.
Maria Filomena Mónica"
in Malomil: Manuel de Lucena.
... e pensava eu que era distraído!!!
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Lucidez de diplomata! "5 Estrelas"!
Um jovem diplomata português, em diálogo com um colega mais idoso e mais experiente:
- Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o quecorreu mal na nossa história.
Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses:
- que criaram o Brasil,
-que "deram novos mundos ao mundo",
- que viajaram pela África e pela Índia,
- que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos,
- que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração,
como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental?
O embaixador sorriu e disse:
- Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.
- Não descendemos? -reagiu, perplexo, o jovem diplomata - Então dequem descendemos nós?
Responde o lúcido embaixador:
- Nós descendemos dos que cá ficaram...
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